O DIÁRIO / CELEBRAR O MOMENTO
Dia das Mães e Dia dos Pais quando a família do seu amor está longe
Datas de família testam o quanto você se sente parte dela. Como dar atenção aos pais do seu amor de longe, sem passar do ponto, e apoiar quem você ama nesse dia.
Quase todo conselho sobre namoro a distância fala só de vocês dois. Mas um relacionamento vem junto com um monte de gente: pais, avós, irmãos, aquela tia que sempre pergunta quando você vai aparecer. Datas como o Dia das Mães e o Dia dos Pais são pequenas chances de mostrar para essas pessoas que você as enxerga também, mesmo que só tenha conhecido pessoalmente uma vez, ou só pela tela.
Bem feitos, esses gestos fazem duas coisas. Constroem aos poucos a sua própria relação com a família. E mostram para o seu amor que você leva a sério a vida inteira dele ou dela, e não só a parte que cabe numa ligação.
Comece perguntando para o seu amor
Cada família vive essas datas de um jeito. Em algumas, o Dia das Mães é um almoço enorme de domingo com a família toda; em outras, quase passa batido. Tem sogra que ama receber um cartão do genro ou da nora, e tem quem ache demais no começo. Seu amor é o melhor guia.
Algumas perguntas para fazer umas duas semanas antes:
- Como sua família costuma comemorar? É uma data importante?
- Sua mãe ou seu pai gostaria de receber uma mensagem minha, ou ainda é cedo?
- Vocês vão fazer um presente entre irmãos? Seria legal eu participar ou acrescentar um bilhete?
- Você vai estar com eles no dia, ou também está longe?
Lembre também que as datas mudam de país para país. No Brasil, o Dia das Mães é no segundo domingo de maio e o Dia dos Pais no segundo domingo de agosto, mas em outros lugares caem em dias diferentes. Se vocês são de países distintos, coloque na agenda para não deixar passar.
Gestos para cada fase do namoro
No começo, ou se ainda não se conhecem
Mantenha leve. Um recado por meio do seu amor ("Dá um abraço na sua mãe por mim") ou uma linha no cartão dele já basta. É carinhoso sem presumir uma intimidade que ainda não existe.
Quando já se conhecem um pouco
Uma mensagem direta, se você tiver o número, ou uma chamada de vídeo rápida enquanto seu amor está com eles. Cite algo específico: a receita que ela te ensinou na visita, a história que ele contou de quando seu amor era criança. Os detalhes mostram que você prestou atenção.
Quando você já é da família
Um cartão ou um presentinho seu, enviado com antecedência, ou a sua parte num presente coletivo. Se vocês se visitam com frequência, dá para planejar algo para a próxima viagem: cozinhar para eles, fazer um passeio juntos, dar uma foto emoldurada da última visita.
Pequenas ideias que costumam funcionar
- Uma foto impressa do seu amor com a mãe ou o pai, com um recado no verso.
- Flores ou uma planta entregues em casa, com um cartão assinado pelos dois.
- Um vídeo curto gravado com o seu amor, se vocês estiveram juntos há pouco tempo.
- Pedir à mãe ou ao pai uma receita de família e preparar com o seu amor numa chamada de vídeo.
- Para um avô ou uma avó, uma carta escrita à mão. Pessoas mais velhas costumam guardar papel com carinho.
Evite o que possa parecer esforço demais ou criar obrigação, como um presente caro logo no início. O objetivo é carinho, não impressionar ninguém.
Quando seu amor também está longe da família
Às vezes a distância não é só entre vocês. Seu amor pode morar em outro estado ou país, longe dos pais, ou ter se mudado por trabalho. Nessas datas pode bater saudade, culpa ou só tristeza mesmo. É aí que você mais pode ajudar.
Procure a pessoa no dia. Pergunte como ela está se sentindo. Ofereça companhia enquanto ela liga para casa, ou só esteja por perto depois. Se ela quiser mandar algo, ajude a resolver a entrega ou a escrever o cartão. Estar presente com delicadeza num dia que pesa costuma valer mais do que qualquer coisa enviada direto para a família.
Quando a data é complicada
Nem toda família é próxima, e essas datas podem doer muito para quem perdeu a mãe ou o pai, está afastado ou tem uma relação difícil com a família. Se for o caso do seu amor, siga o ritmo dele ou dela. Pode ser que queira ignorar o dia, passar com amigos ou falar de quem faz falta.
Não empurre para reconciliação nem para comemoração. Um simples "Sei que hoje pode ser difícil. Estou aqui se quiser conversar, e tudo bem se não quiser" costuma ser o mais gentil. Se o luto ou o conflito familiar estiver pesando muito por bastante tempo, sugerir com cuidado um psicólogo ou terapeuta pode ser um gesto de carinho, e não uma crítica.
Pense também na sua família
A inclusão vale nos dois sentidos. Se seus pais gostariam de receber notícias do seu amor, avise e facilite: diga a data, como se escrevem os nomes, algum detalhe que ele ou ela possa comentar. Com o tempo, essas pequenas trocas a distância criam a sensação de que vocês não são só duas pessoas num relacionamento, mas duas famílias que vão se conhecendo aos poucos.
CONTINUE LENDO